Curadoria Inteligente
17/02/2026 | 2 min leitura

Conselho Tutelar age em caso de criança coagindo comerciantes em Três Lagoas

Menina de 9 anos ameaçava comerciantes com estilete ao tentar vender panos de prato na região central de Três Lagoas.

Conselho Tutelar age em caso de criança coagindo comerciantes em Três Lagoas

O Conselho Tutelar de Três Lagoas foi acionado devido ao caso de uma menina de 9 anos que estaria coagindo comerciantes na região central da cidade. A situação ganhou notoriedade após relatos de que a criança estaria ameaçando os comerciantes com um estilete enquanto tentava vender panos de prato.

De acordo com o conselheiro tutelar Paulo Molina, o órgão já havia sido notificado sobre o caso no dia 10 de fevereiro, antes mesmo da grande repercussão nas redes sociais. A criança foi encontrada em uma loja de material de construção na avenida Capitão Olyntho Mancini, junto com sua mãe.

O conselheiro relatou que a menina demonstrava um comportamento incomum e que, possivelmente, possui alguma deficiência intelectual. Inicialmente, foi acionado o serviço especializado em abordagem social, ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social. Diante da persistência da situação, o Conselho Tutelar realizou a abordagem diretamente.

A mãe recebeu orientações e foi advertida sobre a exposição da criança em situação de vulnerabilidade, caracterizada como mendicância, pois pessoas estariam doando dinheiro e alimentos no momento da abordagem.

Posteriormente, os conselheiros tutelares estiveram no acampamento montado na área do Estádio Madrugadão, na avenida Ranulpho Marques Leal, onde outras famílias ciganas estavam presentes.

O Conselho reforçou que o acampamento é legal e que o direito à livre circulação deve ser respeitado. No entanto, a exposição de crianças em situação de risco não é permitida.

Após as orientações, a família da menina deixou a cidade no final da manhã do dia 12. As outras três famílias que estavam no local também se retiraram no período da tarde.

O Conselho Tutelar enfatizou que, independentemente de etnia ou cultura, todos devem seguir a legislação brasileira. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) protege crianças e adolescentes, garantindo direitos fundamentais e proibindo o trabalho infantil.

“O Conselho Tutelar é guardião do ECA. Nenhuma cultura ou grupo está acima da Constituição Federal”, afirmou o conselheiro.

O caso levanta novamente a discussão sobre trabalho infantil e a necessidade de uma ação conjunta entre o Conselho Tutelar, a Assistência Social, o Poder Judiciário e outros órgãos públicos para evitar situações semelhantes.

Original em RCN 67

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