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14/06/2026 | 4 min leitura

Setor de mineração gera mais de 30 mil empregos e impulsiona o PIB estadual, acompanhando o avanço do agro e da celulose

A mineração em Mato Grosso do Sul é um pilar econômico, gerando 30 mil empregos e bilhões. O presidente Jair Panucci analisa o cenário e o potencial do setor.

Setor de mineração gera mais de 30 mil empregos e impulsiona o PIB estadual, acompanhando o avanço do agro e da celulose

A mineração em Mato Grosso do Sul figura como um dos principais pilares econômicos, sendo responsável pela criação de 30 mil postos de trabalho e pela movimentação de bilhões de reais anualmente, em consonância com os setores do agronegócio e da celulose. Jair Panucci, empresário e presidente do Sindicato da Indústria da Mineração de Mato Grosso do Sul, oferece uma análise sobre o panorama atual do setor, identificando desafios como a escassez de mão de obra e explorando o potencial de novas áreas, como as reservas de mármore e a completa autossuficiência na produção de calcário agrícola.

Qual é o papel da mineração no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul?

Jair Panucci destaca que a mineração extrativista desempenha um papel crucial em diversas esferas da vida, através da produção de agregados, metais, alumínio e cobre. Ele ressalta que Mato Grosso do Sul é um estado próspero com um setor mineral robusto. Nas localidades de Corumbá e Ladário, por exemplo, estão sendo realizados significativos investimentos na expansão da extração de minério de ferro e manganês, itens destinados à exportação para a Ásia, com planejamentos de aportes também para a infraestrutura hidroviária. Diante do crescimento anual do estado, que supera os 8% há mais de dez anos, a mineração se alinha a esse progresso, provendo brita e areia para a construção civil e para os vastos empreendimentos industriais, que são possíveis graças aos contínuos investimentos em rodovias, ferrovias e vias de acesso. O setor é de grande relevância e possui um vasto potencial para contribuir ainda mais com a economia sul-mato-grossense.

Atingimento da marca de 30 mil empregos no setor

Sim, o setor já ultrapassou a marca de 30 mil empregos. Somente a extração de minério de ferro e manganês alcança uma produção anual de 18 milhões de toneladas. Além disso, destaca-se a relevância da indústria de calcário agrícola e do segmento de agregados, que inclui pedreiras e portos de areia espalhados por diversos municípios. Este é um setor altamente dinâmico, com grande potencial de crescimento e que impulsiona a economia do estado. A principal área de atuação é a região de Corumbá, com vasta extração de minério de ferro e manganês, e também calcário calcítico para a indústria de cimento. Bodoquena é outra localidade crucial, abrigando indústrias de calcário agrícola e cimento, abrangendo cidades como Bela Vista, Jardim e Bonito. Embora essa atividade seja mais intensa na porção sul do estado, a produção de agregados para a construção civil é distribuída por todo o território estadual.

Contribuição da mineração para a industrialização na região leste

Jair Panucci considera a questão muito relevante, compartilhando que sua carreira empresarial começou na construção civil e que, há 17 anos, ele administra empresas de concreto usinado em diversas cidades do estado, focando no setor de papel e celulose. Ele relata que durante a edificação da fábrica da Suzano (Projeto Cerrado) em Ribas do Rio Pardo, identificou a necessidade de uma nova pedreira para atender ao significativo aumento da demanda, mesmo com a existência de uma unidade regional. Em resposta, instalou uma pedreira no município, marcando seu ingresso na mineração. Ele enfatiza que Mato Grosso do Sul é um estado muito dinâmico, e insumos como agregados, areia, brita e calcário agrícola são essenciais para um território predominantemente agrícola. Afirma, ainda, que o estado é autossuficiente na produção de calcário agrícola. Este segmento alinha-se diretamente com o atual período de grandes expansões industriais em Mato Grosso do Sul.

Perspectivas futuras para a mineração em Mato Grosso do Sul

Jair Panucci expressa o desejo de que o setor de mineração, já robusto, continue a se expandir e a explorar novas vertentes de extração mineral. Ele destaca o imenso potencial do estado, exemplificado pelas vastas jazidas de mármore. Atualmente, a matéria-prima é extraída no estado, mas grande parte é encaminhada para industrialização no Espírito Santo. Panucci defende a necessidade de alterar esse panorama, buscando a industrialização local do mármore para exportação direta a outros estados e ao mercado internacional, reforçando que o produto local é reconhecido globalmente. Ele conclui que Mato Grosso do Sul tem um grande potencial de crescimento, e seu propósito é fortalecer a participação do sindicato no desenvolvimento integral desse setor.

Original em RCN 67

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