Três Lagoas obteve 65,47 pontos no Índice de Progresso Social (IPS) 2026, situando-se na 714ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros e em 4º lugar em Mato Grosso do Sul, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon, em colaboração com outras entidades.
O índice aponta que o município apresenta um quadro intermediário, com a maioria dos indicadores em situação relativamente neutra, além de aspectos positivos relevantes e vulnerabilidades concentradas em áreas específicas.
Apesar de um PIB per capita elevado, de R$ 102,8 mil, os dados confirmam que o desempenho econômico não se reflete igualmente em qualidade de vida.
Os pontos fortes se manifestam em acesso à informação, meio ambiente e direitos. Entre os indicadores considerados relativamente fortes, Três Lagoas se sobressai em áreas importantes: acesso à informação e comunicação, com boa cobertura de internet e telefonia, qualidade do meio ambiente, com presença de áreas verdes urbanas, e direitos individuais, como acesso a programas de direitos humanos e respostas institucionais. Esses dados demonstram que o município possui uma base bem estruturada em conectividade, questões ambientais e acesso a direitos.
DESEMPENHO
A maior parte dos indicadores do IPS em Três Lagoas está na faixa relativamente neutra, indicando um desempenho mediano, sem grandes destaques positivos ou negativos.
Nesse grupo estão a educação, que ainda enfrenta desafios como evasão e distorção idade-série, mas sem uma classificação crítica, além de moradia e saneamento, que exibem bons números no geral. Também se encontram nessa faixa as liberdades individuais, a inclusão social parcial e o acesso ao ensino superior e à qualificação profissional.
Este conjunto mostra que a cidade possui uma estrutura consolidada, mas precisa avançar na qualidade e no alcance desses serviços.
Pontos críticos são específicos e concentrados
Os indicadores relativamente fracos são menos numerosos, mas concentram os principais problemas do município. Entre eles estão a saúde e o bem-estar, com registros de mortalidade e doenças crônicas, a segurança pessoal, afetada por casos de violência e acidentes de trânsito, além de pontos específicos da inclusão social, como a vulnerabilidade de famílias e a violência contra grupos mais expostos. O acesso à justiça também aparece como uma fragilidade, refletido na alta taxa de congestionamento do Judiciário.
No eixo de oportunidades, ao contrário de uma avaliação geral negativa, o desempenho é majoritariamente neutro, com apenas alguns indicadores em vermelho, especialmente ligados à inclusão social e acesso à justiça.
Ranking nacional
O levantamento revela que as desigualdades regionais permanecem evidentes no Brasil. Entre as 20 cidades com melhor qualidade de vida, 18 estão nas regiões Sul e Sudeste. Gavião Peixoto (SP) lidera com 73,10 pontos, seguido por municípios como Jundiaí (SP) e Curitiba (PR). No extremo oposto, 19 dos 20 piores desempenhos estão no Norte e Nordeste.
Mato Grosso do Sul
No ranking estadual, Três Lagoas ocupa a 4ª posição:
Entre os menores índices, Japorã aparece com 46,23 pontos e figura entre os piores do país. Coronel Sapucaia e Tacuru também apresentam baixos resultados. O Estado ocupa a 7ª posição nacional, com média de 63,40 pontos.
Capitais
Campo Grande é a 4ª capital com melhor IPS do Brasil, com 69,77 pontos, atrás de Curitiba, Brasília e São Paulo. A capital se destaca em moradia, inclusão social e direitos individuais, mas ainda enfrenta desafios em liberdade de escolha e qualidade ambiental.
O IPS 2026 demonstra que Três Lagoas possui uma base estruturada e um desempenho equilibrado, com avanços significativos, mas ainda enfrenta desafios em áreas sociais específicas que impactam diretamente a qualidade de vida da população.