Três Lagoas sediou, nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, a III Ação Fiscal – Discriminação da Mulher no Trabalho, parte do III Colóquio: Diálogo Social – A Visibilidade do Trabalho Feminino. O evento ocorreu no Auditório UFMS, com representantes do poder público, do sistema de Justiça, entidades da sociedade civil e a comunidade para discutir os desafios das mulheres no trabalho.
A iniciativa foi do Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT-MS), via Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso do Sul (SRTb/MS), em parceria com a Prefeitura de Três Lagoas, através da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS).
Na programação, auditores-fiscais do Trabalho, magistrada da Justiça do Trabalho e especialistas convidados abordaram práticas discriminatórias, assédio, violência de gênero e mecanismos de fiscalização e de combate às desigualdades.
A auditora-fiscal do Trabalho Pricila de Abreu Carvalho apresentou o projeto da Inspeção do Trabalho para combater discriminação, assédio e violência, e para promover a igualdade de oportunidades. Ela enfatizou a importância da atuação preventiva e educativa junto aos empregadores para assegurar ambientes de trabalho mais seguros e inclusivos.
A juíza titular da 2ª Vara do Trabalho de Três Lagoas, Beatriz Maki Shinzato Capucho, falou sobre as principais causas de ações judiciais ligadas à discriminação da mulher no trabalho. Em sua apresentação, destacou os impactos dessas práticas na trajetória profissional feminina e na permanência das mulheres no mercado.
O auditor-fiscal do Trabalho e chefe do setor de Multas e Recursos em Mato Grosso do Sul, Marcelo Nantes de Oliveira, explicou o sistema de comunicação eletrônica entre a auditoria-fiscal do Trabalho e os empregadores, ressaltando a transparência e o cumprimento da legislação trabalhista.
Os painéis temáticos ampliaram o debate com diferentes perspectivas sobre o enfrentamento à violência e à discriminação. Participaram das discussões a conselheira e coordenadora da Comissão de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da OAB – Subseção Três Lagoas, Dra. Laura Achilles Nunes; a psicóloga do Centro Especializado de Reabilitação (CER) e da APAE, Dra. Vivian de Jesus Correia e Silva; a presidente do Movimento de Luta das Mulheres Negras de Três Lagoas, Cidolina de Fátima da Silva Souza; a coordenadora da Associação Três-lagoense de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ATGLT) e membro do Conselho Municipal da Diversidade Sexual, Paula Martinelly; o advogado Chanceler Roberto Rabelati; e a professora da UFMS, Kaelly Virginia de Oliveira Saraiva.
Ao longo da manhã, foi salientada a necessidade de articulação entre instituições públicas e sociedade civil para fortalecer a rede de proteção trabalhista e aumentar a visibilidade do trabalho feminino. O colóquio demonstrou que o combate à discriminação de gênero requer ações integradas, fiscalização eficaz e mudança cultural nas organizações.