Um estudo divulgado pelo Procon de Três Lagoas em 13 de fevereiro indicou um aumento nos valores da carne vermelha na cidade. A pesquisa examinou 30 tipos de carnes, incluindo bovina, suína e de frango, confirmando a elevação de preços já notada pelos consumidores.
A alcatra, por exemplo, subiu de R$ 45,90, em agosto do ano anterior, para R$ 49,90 neste ano. A bola da paleta teve um aumento de R$ 36,90 para aproximadamente R$ 39,00 o quilo. O filé mignon apresentou uma das maiores variações, passando de R$ 57,90 no segundo semestre de 2025 para R$ 66,99 em fevereiro de 2026.
Dependendo do corte, o consumidor pode pagar até R$ 10 a mais em relação ao ano anterior, tornando o churrasco e as refeições diárias mais caros.
O economista Marçal Rizzo, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), explica que o aumento se deve principalmente ao crescimento da demanda internacional e à menor oferta de bois para abate, devido à retenção de fêmeas pelos pecuaristas para recompor o rebanho.
Segundo ele, outros fatores também exercem influência sobre os preços, como o comportamento do dólar, o período eleitoral e as condições climáticas, que podem afetar a produção de proteína animal.
Enquanto a carne bovina encarece, o frango e a carne suína surgem como alternativas mais acessíveis. A pesquisa indica que o quilo da coxa de frango pode ser encontrado a partir de R$ 8,99 e o peito com osso a partir de R$ 11,99. Já o pernil suíno custa, em média, R$ 20,00 o quilo.
De acordo com o economista, o consumidor brasileiro tende a substituir a carne bovina por opções mais baratas para equilibrar o orçamento doméstico.
A expectativa é de que os preços continuem pressionados ao longo de 2026, demandando mais planejamento por parte dos consumidores.