Curadoria Inteligente
24/06/2026 | 5 min leitura

Três Lagoas expande sua vocação econômica e se firma como polo estratégico de desenvolvimento em MS, garante Rogério Beretta

Secretário Rogério Beretta destaca Três Lagoas como polo estratégico de MS, impulsionado por celulose, citricultura, pecuária e novos projetos agrícolas, além da retomada da UFN3.

Três Lagoas expande sua vocação econômica e se firma como polo estratégico de desenvolvimento em MS, garante Rogério Beretta

Por Ricardo Ojeda

11:51 - 24/06/2026

Secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável ressalta a força da celulose, expansão da citricultura, progressos na pecuária e novos projetos-piloto de cacau e café conilon em visita à Expotrês

Em visita à cerimônia de abertura da Expotrês, o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Governo de Mato Grosso do Sul, Rogério Beretta, dialogou com o jornalista Ricardo Ojeda sobre as perspectivas econômicas da região e os elementos que posicionam Três Lagoas entre os principais centros de desenvolvimento do Estado.

Conforme Beretta, além da consolidação da indústria de celulose, a cidade possui um conjunto de características que impulsionam a atração de investimentos e a diversificação de sua produção.

Logística privilegiada e recursos naturais impulsionam o crescimento

Para o secretário, a localização geográfica estratégica de Três Lagoas representa um dos grandes diferenciais do município.

Beretta salientou que “Três Lagoas desfruta de uma posição muito privilegiada no Estado. Situa-se perto de grandes centros consumidores, às margens do Rio Paraná, com farta disponibilidade de água e proximidade da geração de energia. Essa combinação de potencialidades gera um ambiente altamente propício para novos investimentos”.

Beretta recordou que o município sempre teve uma forte tradição na pecuária e que a chegada das grandes indústrias de celulose ajudou a modernizar ainda mais o setor.

Ele afirmou: “A pecuária passou por uma transformação, tecnificou-se. Três Lagoas mantém seu protagonismo na genética bovina e, atualmente, atrai investimentos em confinamentos no modelo boitel, impulsionando ainda mais a atividade.”

Citricultura emerge como nova fronteira agrícola

Outro setor que o secretário aponta como promissor é a citricultura. De acordo com Beretta, Mato Grosso do Sul está se consolidando como a mais nova fronteira nacional na produção de laranja.

Ele garantiu: “Diversos polos se destacam no Estado, como Sidrolândia, Aparecida do Taboado e Três Lagoas. Grandes empresas estão investindo aqui e, devido à logística, abundância de água e condições favoráveis, tenho certeza de que a citricultura expandirá muito na região”.

Adicionalmente à produção de citros, Beretta mencionou o crescimento do amendoim como outra alternativa de diversificação agrícola que ganha destaque no Estado.

Projetos-piloto de cacau e café conilon são introduzidos na região

Durante a entrevista, o secretário informou que o Governo do Estado planeja implementar em Três Lagoas dois projetos-piloto focados na diversificação da produção rural.

A iniciativa visa introduzir o cultivo de cacau e do café conilon na área.

Ele esclareceu: “Percebemos potencial tanto no clima quanto no solo de Três Lagoas. Além disso, encontramos produtores interessados em fazer parte dessas experiências. São iniciativas que podem gerar novas chances de renda e desenvolvimento para a cidade”.

Cadeia da celulose consolida a economia regional

Ao discutir o progresso do setor florestal, Beretta declarou que Três Lagoas se estabelece cada vez mais como um centro de suporte para a cadeia produtiva da celulose em Mato Grosso do Sul.

Ele mencionou a instalação das fábricas da Arauco, em Inocência, e da Bracell, em Bataguassu, somando-se aos investimentos já presentes no município.

O secretário enfatizou: “Fornecedores de insumos, prestadores de serviços, oficinas e escritórios vinculados à cadeia da celulose optam por se estabelecer em Três Lagoas. Isso cria empregos, gera renda e dinamiza toda a economia regional”.

O secretário também frisou a relevância da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bataguassu como um elemento adicional para reforçar a competitividade regional.

Pecuária e celulose atravessam um período favorável

Enquanto uma parcela do agronegócio brasileiro lida com desafios causados pela diminuição dos preços da soja e do milho, bem como pelo aumento dos custos de produção, Beretta considera que Três Lagoas exibe um panorama mais animador.

Ele observou: “Embora o município produza soja e milho, outras cadeias produtivas são predominantes. Atualmente, tanto a pecuária quanto a celulose passam por um excelente momento. Isso contribui para manter a economia regional aquecida e cria expectativas muito positivas para os próximos anos”.

Retomada da UFN3 terá impacto em nível nacional

Outro assunto discutido na entrevista foi o reinício das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), considerada de grande importância estratégica para o agronegócio no Brasil.

De acordo com Beretta, a fabricação de fertilizantes nitrogenados em Três Lagoas auxiliará na diminuição da dependência externa do país por esses insumos agrícolas.

Ele afirmou: “O Brasil ainda tem uma grande dependência da importação de fertilizantes. O conflito na Ucrânia e as instabilidades no mercado global evidenciaram a necessidade de termos produção própria. A UFN3 proporcionará mais segurança aos produtores e elevará a competitividade do agronegócio nacional”.

Conforme o secretário, o processo de reinício já está em curso, com uma empresa já contratada para a execução das obras.

Beretta concluiu: “Este não será um projeto relevante apenas para Três Lagoas ou para Mato Grosso do Sul. Será uma iniciativa estratégica para todo o Brasil”.

Original em Perfil News

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